Eu sempre tive cabelo comprido.
Nunca mexi nele, nem fiz alisamento (morria de medo de tanto que a minha mãe falava que isso detonava o cabelo, apesar de que hoje em dias existem várias técnicas que alisam o cabelo e ainda o mantém saudável) e eu cortava só as pontas.
Até que um dia, no começo de 2013, a minha mãe olhou pro meu cabelo comprido e disse que eu precisava cortar urgente. Não por nada, mas um cabelo cacheado tende a ressecar e quebrar mais facilmente do que um cabelo liso, isso é fato.
Então, eu cortei. E a minha mãe amou.
No início, foi estranho. Pra quem esteve a vida toda com o cabelo jogado no rosto, e aquele peso nas costas era estranho ter os fios acima dos ombros, fora que a cada dia que eu acordava ele estava de uma forma diferente.
Então, em Junho de 2013 minha mãe teve câncer e veio a falecer no mesmo ano, no dia 7 de Dezembro. Naquela época o meu cabelo já estava bem comprido.
Quando você perde alguém que ama, no começo você quer fugir de tudo o que lembra a pessoa. Esconde as coisas que ela usava, foge de situações que envolvia ela. Depois quando você se obriga a seguir em frente, você quer fazer tudo o que aquela pessoa poderia gostar; no meu caso, foi cortar o cabelo.
Pode parecer ridículo, mas cortar o cabelo me traz à tona a alegria que minha mãe sentiu naquele dia. Pra seguir em frente, eu precisei aderir a mudança, já que no ano de 2014 além de não ter mais a minha mãe, meu (ex) namorado decidiu me abandonar também.
A solução? Um cabelo cortado!
Há um tempo em que é preciso abandonar certas coisas, até mesmo um cabelo que muitas vezes já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. Às vezes corremos o risco de ficarmos à margem de nós mesmos.
Eu aprendi que não é exatamente a dor que nos muda, mas sim o que fazemos com ela.
A maneira como você encara a dor é que faz toda a diferença. A vida muda, quando você muda.
Antes
Depois
E você, já teve algum experiência com corte de cabelo? Como foi? É só me contar, aqui embaixo, nos comentários!
Ana.
Há um tempo em que é preciso abandonar certas coisas, até mesmo um cabelo que muitas vezes já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. Às vezes corremos o risco de ficarmos à margem de nós mesmos.
Eu aprendi que não é exatamente a dor que nos muda, mas sim o que fazemos com ela.
A maneira como você encara a dor é que faz toda a diferença. A vida muda, quando você muda.
Antes
Depois
E você, já teve algum experiência com corte de cabelo? Como foi? É só me contar, aqui embaixo, nos comentários!
Ana.







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