Gente, esta notícia é muito boa! Este post tem a intenção de trazer à tona quais são exatamente esses métodos alternativos ao uso de animais.
Entretanto, eu sou estudante de Farmácia e compreendo a importância real de fazer estudos em animais, mesmo com o mimimi que gira em torno dessa polêmica. No início do curso, eu era contra, mas quando fui estudando e vendo que os animais não são maltratados (pelo menos não devem) e de como é relevante sua importância, fui aceitando aos poucos. Então, com essa ótima notícia decidi trazer explicações em relação a esses métodos alternativos.
Introdução
Os cosméticos são preparações constituídas por
substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo
nas diversas partes do corpo humano, com o objetivo de limpá-los, perfumá-los, protegê-los e/ou
mantê-los em bom estado. Infelizmente esses produtos podem causar alergias e reações irritativas; por isso a importância dos testes, pois eles devem ser seguros.
Há várias metodologias de testes que os pesquisadores
podem empregar para avaliar a segurança
dos produtos cosméticos. Um ensaio in vivo (com animais) geralmente não deve ser executado na eventual
existência de outro método científico in vitro (sem animais) válido, satisfatório, razoável e disponível na prática para obtenção do resultado desejado.
Testes In Vitro
Várias medidas têm sido executadas para diminuição
do uso de animais em estudos de toxicidade, dentre elas: avanços em procedimentos
de isolamento de células e conhecimento das
técnicas de cultura de tecidos; técnicas analíticas
sofisticadas que permitem a medida de pequenas quantidades de materiais biologicamente
importantes; novos produtos humano-específicos
desenvolvidos por biotecnologia. Estes métodos alternativos têm por objetivo principal avaliar
o potencial irritativo, alergênico e sistêmico, este
último, essencialmente por meio de sua absorção
oral ou permeação. Os principais testes
utilizados são:
Teste in vitro de irritação da pele
Devido à complexidade das reações envolvidas
no mecanismo de irritação da pele, é muito
difícil estabelecer parâmetros que possam ser
avaliados por um sistema in vitro. Tem-se
o teste de resistência elétrica transcutânea, conhecido
como TER. No TER,
a substância a ser testada é aplicada durante 24
h em discos de epiderme de ratos (por uma raspagem, calma! Não é diretamente na pele do rato) e identificam-se os materiais
corrosivos pela capacidade de diminuição na
viabilidade das células abaixo de níveis definidos
em períodos de tempo específicos.
Teste de fototoxicidade
A base deste teste é a comparação da citotoxicidade
de um agente químico testado com ou
sem exposição adicional a doses não tóxicas de
luz UVA. A citotoxicidade é expressa na determinação
da dose dependente que reduz o crescimento
celular, resultando em lesões celulares. Um resultado positivo
neste teste indica que a substância teste tem potencial
fototóxico.
Teste de absorção cutânea
É um teste para predição de determinado efeito
sistêmico. É possível estudar
in vitro a permeabilidade de substâncias
através da pele utilizando-se uma câmara de difusão,
isto é, uma célula dividida em duas partes
por uma membrana. A face externa da membrana
fica em contato com a substância a penetrar,
enquanto que a outra face contém um líquido (solução receptora) que entra em contato
com o que atravessa e permite sua dosagem.
Teste in vitro de sensibilização da pele
Pode-se empregar o teste chamado RBC
(Red Blood Cell System). Este ensaio permite
quantificar e avaliar os efeitos adversos dos tensoativos
empregados em xampus e sabonetes líquidos sobre a membrana plasmática de hemácias e a conseqüente liberação da hemoglobina
(hemólise) e ainda, o índice de desnaturação da
hemoglobina, avaliado através de sua forma oxidada.
Teste de irritação ocular
Alguns dos testes de irritação ocular existentes
são: teste ocular enucleado ou isolado derivado
de tecido de coelho ou galinha, teste de
membrana cório-alantóide do ovo de galinha e ensaio de permeabilidade e opacidade
corneal bovina. O ensaio é baseado na observação
dos efeitos irritantes (hiperemia, hemorragia e
coagulação) após 5 min de aplicação do produto,
puro ou diluído, sobre a membrana.
São basicamente estes os testes. Bacana, não?
Se você leu até o fim, obrigada pela atenção!
Referência Bibliográfica
CHORILLI, M., SCARPA, Virgínia M., et al. Toxicologia dos Cosméticos (2007), Latin
American Journal of Pharmacy.





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