Segundo a OMS (Organização Mundial de
Saúde) 65 a 80% da população mundial, especialmente
em países em desenvolvimento, ainda confiam nos
produtos a base de plantas medicinais no tratamento
de suas doenças.
Primeiramente, a população deve compreender que fitoterápicos são medicamentos produzidos única e exclusivamente com matéria prima obtida dos vegetais. Esta é a grande diferença entre o medicamento fitoterápico e os outros não fitoterápicos que podemos chamar de sintéticos. Estes últimos podem ter outros princípios ativos que não são derivados de plantas.
Portanto, por serem medicamentos existe sim a chance deles provocarem efeitos colaterais! É importante alertar seu médico sobre todos os medicamentos que se está em uso. Um produto pode interferir e/ou interagir com outro comprometendo a eficácia de ambos. Não é porque um produto é “natural” que não apresenta efeitos de interação com outros.
O uso de plantas medicinais durante a gravidez ou lactação é um assunto delicado uma vez que podem
causar estímulo da contração uterina e conseqüente
aborto ou parto prematuro; ação hormonal que possibilite
alterações no desenvolvimento fetal ou do sexo da criança;
ações genotóxicas, mutagênicas, ocitotóxicas fetotóxicas
e teratogênicas que podem levar a malformação no feto. É imprescindível que mulheres durante a gravidez não façam automedicação, mesmo de produtos naturais. Um tipo de planta que deve ser evitada, é a Rhamnus catharticus (Cáscara sagrada), por ser estimulante do útero e consequentemente abortiva. Ela é indicada como laxante e tem alto poder diurético.
Portanto, é necessária a divulgação do programa de
farmacovigilância de fitoterápicos entre os profissionais
de saúde, especialmente médicos e enfermeiros que
atuam nos estabelecimentos de saúde que prestam
serviços de atenção primária, assim como farmacêuticos
que atuam também em hospitais e postos de saúde. Uma
maior participação destes profissionais permitiria, além
de um melhor contato entre o notificador e o prescritor,
demonstrar a importância de se conhecer possíveis
efeitos nocivos provenientes da administração dos
medicamentos antes de sua prescrição, com medidas de
prevenção, além de promover o uso racional desses medicamentos.
Fontes
Artigo:
Silveira, P. F., Bandeira, M. A. M., Arrais, P. S. D. - Farmacovigilância e reações adversas às plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade,
Site da ANVISA
Fontes
Artigo:
Silveira, P. F., Bandeira, M. A. M., Arrais, P. S. D. - Farmacovigilância e reações adversas às plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade,
Site da ANVISA






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