Geralmente esses tipos de textos acabam surgindo na minha mente num momento comum, onde simplesmente eu preciso sentar e deixar com que as minhas mãos digitem o que o coração quer falar.
Eu sempre fui de chorar com dramaturgia.
Seja teatro, dança, filme ou séries.
O episódio retrata sobre o divórcio de April e Jackson. Trás toda a jornada que eles tiveram, desde que se conheceram até o fim. Trouxe todas as brigas, discussões, alegrias e tristezas em vários flashbacks. Impossível foi eu não ter tido os meus flashbacks do meu último relacionamento enquanto eu assistia à série. E foi assistindo a esse episódio e tendo os meus flashbacks que me puseram aqui, diante desse texto...
Eu acredito em grandes amores.
Eu sou uma daquelas pessoas que não precisa de mundos e fundos prometidos pelo outro pra poder ficar. Eu realmente gosto da sensação de paz de estar com alguém e da conexão que isso trás quando você ama a outra pessoa e sabe que ela te ama.
Mas, principalmente, eu acredito em grandes amores porque eu já tive um.
Amor do tipo "amor da sua vida."
Hoje eu acredito que funciona da seguinte forma: se você tiver sorte, vai conhecer o amor da sua vida, como eu conheci. Você vai ficar com ele, vai aprender com ele, vai dar tudo de si e ele permitirá que a sua influência te mude em medidas imensuráveis. É uma experiência como nenhuma outra.
Mas aqui está a triste realidade que acomete a maioria das pessoas - às vezes encontramos o amor da nossa vida, mas não conseguimos mantê-los.
Nós não chegamos a nos casar com ele, nem a passar anos ao seu lado, nem seguraremos a sua mão no seu leito de morte depois de uma vida inteira vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com o amor da nossa vida, porque o amor nem sempre resolve tudo. Ele não resolve diferenças irreparáveis, não triunfa sobre doenças, não preenche diferenças religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Às vezes você quer uma casa pequena com dois filhos e ele quer uma carreira de sucesso. Às vezes você tem um mundo inteiro pra explorar e ele tem medo de se aventurar fora do quinta.
Mas eis o que penso...não viver a vida toda ao lado desse amor não desqualifica o significado dele.
Algumas pessoas podem nos amar em um ano mais do que outras poderiam nos amar em 50 anos. Algumas pessoas podem nos ensinar mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
E quem somos nós para minimizar a sua importância? Quem somos nós para decidir que precisamos substituí-los?
Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essa pessoa. Por termos chegado a amá-la. Por termos aprendido com ela. Encontrar o amor da sua vida e mesmo assim não ficar com ela não deve ser uma tragédia na nossa vida. Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.
Mas, se você o encontrou, não desista dele.
Falamos em Imunologia dos mecanismos das infecções, sobre como tudo começou. Mas a verdade é que, é meio que um mito. Não podemos responsabilizar um único golpe por todas as infecções. O que nos machuca é cumulativo. Acontece com o tempo. Nós absorvemos golpe após golpe, choque após choque, soco após soco. Mas até então, mesmo que saibamos exatamente como chegamos até aqui, não significa que não podemos consertá-lo. Nós não podemos curar todas as feridas e está tudo bem.
Preciso acreditar que está tudo bem.
Preciso acreditar que mesmo que algo pareça impossível de ser consertado, não significa que está quebrado. Porque amar é tudo.
Amar é ter tudo, todos, mas sentir falta daquela pessoa.
Amar é ter tudo, todos, mas sentir falta daquela pessoa.
A gente sempre pode conquistar o mundo. A gente pode ganhar rios de dinheiro. A gente pode conhecer lugares novos, pessoas novas, beijos novos, toques novos, carícia novas. A gente pode tanta coisa nesta vida. A gente pode voar, a gente tem o céu com tantas estrelas ainda não vistas. A gente pode tudo, mas sente falta daquela pessoa. Isso é amor...





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