sábado, 26 de dezembro de 2015

Minha experiência com Rise of the Tomb Raider

Deus é tão bom comigo que eu jamais pensaria que estaria jogando Rise of the Tomb Raider um mês após o lançamento!!
Pra quem não sabe, eu sou extremamente fã da franquia e já falei do Reboot lançado em 2013 neste post aqui. Vivia atrás de vídeos e tive que me segurar pra não ver gameplay no YouTube da galera que adquiriu o jogo quando lançou e agora, cá estou eu, fazendo uma análise do jogo pra vocês e já vou avisando: ainda não encerrei o game mas a cada vez que ligo o Xbox para jogar tenho um mini infarto agudo do miocárdio, porque o jogo é simplesmente FODA!

Honestamente eu não tenho um olho muito crítico para os jogos, mas Rise of the Tomb Raider deixou qualquer crítico de games rígido admitir que o jogo é praticamente perfeito.

História
Para quem jogou o reboot de 2013 se lembra de uma Lara Croft inexperiente, sem manejo algum de armas, assustada; uma jovem que precisa se virar nos 30 para sobreviver. Nesse lançamento ela se mostra mais madura e experiente e está em busca de um segredo capaz de conceder imortalidade a quem encontrar um artefato sagrado na Sibéria. Essa busca por este artefato já teve início pelo pai de Lara e novamente, lá vai ela arriscar a própria pele para fazer jus ao legado da família Croft e descobrir no meio disso tudo uma seita mística que pode colocar a humanidade em situação crítica.



Qualquer um que for jogar esse lançamento vai se sentir literalmente dentro de um filme por conta de tantas reviravoltas, traições, grande número de personagens e claro, pelos gráficos excelentes. Gostei bastante do jogo trazer flashes e juntamente com esses flashes a jogabilidade entre um antes e depois dos acontecimentos. Tudo de forma natural e compreensível, com o desenrolar do jogo.

Pela primeira vez, o jogo traz como era conturbado o relacionamento de Lara com o pai, a obsessão dele pela busca dos seus questionamentos e sua frustração ao ver que todos à sua volta não acreditam nas suas descobertas - incluindo a própria filha!
Além disso, o jogo trouxe juntamente os "devaneios" que o próprio reboot de 2013 apresentou. Como na aventura em Yamatai, Lara está sempre questionando a si mesma se é possível confiar em alguma(s) pessoa(s), ainda mais em Rise of the Tomb Raider uma vez que tem uma NEGADA atrás da fonte da imortalidade. É quase uma tarefa impossível descrever se aquela pessoa, mesmo que tenha ajudado a Lara em um determinado momento do jogo, é confiável ou não.

Gameplay
Eu não imaginava que o gameplay poderia se superar com o reboot de 2013, mas conseguiu e foi feito de forma impecável em todos os aspectos: exploração, coleta de itens, upgrades de armas, desafios opcionais e até mesmo missões secundárias, algo inédito, que não tinha no de 2013!!!
Além disso, o jogo conta com um mercador (que não existia no jogo anterior) de armas que só é possível obter através de moedas bizantinas que ATÉ ENTÃO NÃO ACHEI (sério, estão MUITO bem escondidas). Esse ponto do mercador certamente vai remeter uma lembrança aos jogadores de Resident Evil. 



Em termos de jogabilidade, o game não sofreu tantas alterações – o que é algo positivo. No entanto, Rise of the Tomb Raider parece tentar persuadir o jogador a praticar eliminações furtivas, pois atirar em todo mundo, especialmente nos níveis mais elevados de dificuldade, não é exatamente o melhor método para progredir, uma vez que chama muita atenção.




Faça o que fizer, Lara está sempre ganhando experiência, seja ao recolher recursos, ao eliminar adversários, matar animais, recolher mochilas com itens, artefatos ou lendo murais com informações históricas, Lara ganha experiência em praticamente tudo o que faz. Esta experiência, tal como no game anterior, é usada para desbloquear novas habilidades que melhoram Lara, permitem novas formas de interagir com o mundo de jogo e permitem novas técnicas de combate. Seja enquanto sobrevivente, caçadora ou combatente, existem diversas habilidades para desbloquear. São cerca de 50 habilidades divididas por três categorias e podemos escolher qual queremos desbloquear.

Visual
O visual do jogo certamente é um ponto forte. O modelo de Lara está cada vez mais detalhado, fora os diversos efeitos que ajudam a dar mais profundidade e impacto aos locais. Os tecidos e armas estão cada vez mais impressionantes, e há belas vistas ao longo dos dois locais que são explorados - Síria e Sibéria.




Puzzles
GENTEEEE, diferente do reboot de 2013 temos bastantes puzzles no lançamento deste ano. Os puzzles obrigam o jogador a avaliar o local, os caminhos acessíveis e o ritmo de execução mas as sugestões nos cenários podem tornar algumas coisas óbvias. E sim, existirão momentos que vai ser necessário quebrar a cabeça. De uma forma geral, os puzzles não são tãoooooo elaborados mas ainda assim muito acima do que tivemos no anterior.

Lara Croft cresceu!!
Rise of the Tomb Raider colhe os frutos da mudança de filosofia implementada pela Crystal Dynamics em 2013. O novo game pega tudo que deu certo e melhora, sem deixar que uma ou outra novidade desvie a aventura do seu curso.

O que importa mesmo é que temos uma personagem forte, complexa e "badass" capaz de literalmente comer o pão que o diabo amassou para alcançar seus objetivos. Lara Croft está de volta à posição de influência que já teve - e desta vez pelos motivos certos. Jogo digno de 5 estrelas, tendo por merecer o termo Rise of // Ascensão.


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