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sábado, 3 de outubro de 2015

Diferença entre medicamento de Referência, Genérico e Similar

Acredito que a maioria das pessoas têm essa dúvida pipocando na cabeça: qual a diferença entre um medicamento de referência, genérico e o similar? Eles têm o mesmo efeito? Como são feitos os testes de cada um deles? O genérico é mais barato, então quer dizer que ele não deve ser tão bom quanto o de referência, né?
Pensando nisso, esse post tem a intenção de trazer algumas explicações que a população geralmente não sabe.

Primeiro de tudo, é necessário compreender que para um medicamento ser comercializado e dispensado no Brasil, ele deve passar por dois testes de segurança (equivalência farmacêutica e bioequivalência), que são exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): o teste de equivalência farmacêutica e de bioequivalência são necessários para garantir a eficácia e a segurança terapêutica tanto de medicamentos novos, que inauguram um princípio ativo (ou uma combinação de princípios), quanto para fármacos similares ou genéricos.


O que são os testes de Equivalência Farmacêutica e Bioequivalência?

O primeiro dos testes realizado, o de equivalência farmacêutica, é referente à avaliação físico-química dos medicamentos. Alguns aparelhos específicos testam os remédios já prontos – cápsulas, xaropes, pomadas - sob determinadas condições de pressão e temperatura, e verificam se o produto se mantém em sua apresentação ideal. Ou seja, se permanece firme, se não se dissolve em líquido, se não derrete etc.
O segundo teste é o de bioequivalência, e se refere ao processo de comparação entre dois medicamentos que possuem as mesmas moléculas, nas mesmas concentrações e formas farmacêuticas, com o intuito de avaliar as concentrações plasmáticas dos mesmos no organismo humano, para o estabelecimento de sua intercambialidade.


O que são os medicamentos de Referência?

Os medicamentos de referência, também conhecidos como “de marca”, são remédios que possuem eficácia terapêutica, segurança e qualidade comprovadas cientificamente no momento do registro, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
São esses medicamentos que os laboratórios farmacêuticos investem anos em pesquisas para desenvolver medicamentos com novos princípios ativos ou que são novidades no tratamento de doenças. É o remédio inovador cuja eficácia, segurança, qualidade e biodisponibilidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal responsável na ocasião do registro. Está há muito tempo no mercado, é bastante conhecido e, geralmente, foi o primeiro remédio que surgiu para curar determinada doença. 

- Preço: o preço inclui os custos com testes e desenvolvimento da droga 
- Nome: tem nome comercial e pode ter patente


O que são os medicamentos Genéricos?
É o que possui o mesmo princípio ativo, o mesmo efeito, as mesmas contra-indicações, a mesma dosagem, a mesma forma farmacêutica (drágea, líquido, pomada, injetável) e a mesma indicação terapêutica de um medicamento de referência. Ambos são intercambiáveis, ou seja, é possível tomar o remédio genérico no lugar do tradicional e vice-versa, com toda segurança. O que pode variar de um genérico para um produto de referência são os chamados excipientes - substâncias inertes que são agregadas à medicação para tornar seu uso mais adequado. Resumidamente falando, é tão seguro e eficaz quanto o medicamento de marca, mas em geral custa menos.
- Nome: não tem nome comercial, indica só o princípio ativo da fórmula

Por que os genéricos são mais baratos?
Porque no seu preço não estão embutidos os gastos com propaganda (genéricos não têm "marca") nem os custos de pesquisa, pois se trata de cópias de medicamentos desenvolvidos por outros laboratórios. 


O que são os Medicamentos Similares?
São os que têm o mesmo princípio ativo do remédio de referência, a mesma concentração, via de administração, forma farmacêutica, posologia e indicação, mas não tem bioequivalência comprovada. Em outras palavras, não pode substituir o de referência porque, apesar de garantido pelo Ministério da Saúde, não foi comprovado se a quantidade e a velocidade com que é absorvido pelo organismo são equivalentes ao medicamento tradicional. De acordo com a regulamentação da ANVISA, os medicamentos similares não podem ser substituídos pelos de referência quando prescritos pelo médico.

- Nome: pode ter nome comercial 
- Preço: o preço deve estar abaixo da média dos valores máximos permitidos para cada tipo de remédio 



Fontes: 
- Fiocruz
- Pfarma
- Pfizer

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Informações importantes sobre medicamentos (VÍDEO)

Como você faz uso das suas medicações? Toma com suco, refrigerante ou água? Onde você guarda suas medicações? No banheiro, na cozinha, ou no quarto?
Fiz esse vídeo com a intenção de esclarecer algumas dúvidas quanto ao uso dos medicamentos e também em relação ao armazenamento deles. São pequenas coisas que são importantes para manter a integridade da medicação, afinal, isso tudo envolve a nossa saúde.
O vídeo está disponível no YouTube, através do link (clique aqui), ou se quiser assisti-lo aqui embaixo.






Como falado no vídeo, não é correto armazenar medicamentos desta forma, como demonstrado na imagem.

Ana.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Medicamento manipulado: vale a pena?

Como estudante de Farmácia já ouvi essa dúvida bastantes vezes: "vale a pena manipular ou comprar direto na drogaria?" "medicamento manipulado tem a mesma eficácia do que o que vem na caixinha?", etc.
Este post tem exatamente a razão de esclarecer essas dúvidas!


As farmácias magistrais (de manipulação) tem-se expandido nos últimos anos, devido a especialização de profissionais da área e também pela procura dos pacientes.

Um medicamento manipulado, ou até mesmo um cosmético manipulado passa pelo mesmo critério de qualidade como qualquer outro medicamento que foi produzido numa indústria, por exemplo. Ou seja, ele terá eficácia - às vezes até de alguma forma melhor do que o de indústria.


Explico com um exemplo: suponha que você tem uma carência de Vitamina D, E e C (Ácido Ascórbico) e você precisa tomá-los todos os dias. Se você for à drogaria, sairá de lá possivelmente com uma caixinha de Vitamina D, uma de Vitamina E, e uma de Vitamina C, ou seja, você terá 3 cápsulas para tomar.

Se você decide manipular (você pode pedir ao seu médico uma formulação, ou até mesmo conversar com o Farmacêutico e ver se há possibilidade de manipular tal medicamento), ao invés de 3 cápsulas, você tomará 1 cápsula apenas, pois a manipulação permite que você coloque mais de um composto numa mesma cápsula.
Isso é ótimo para quem tem dificuldade de tomar medicamentos, fora o custo x benefício, pois muitas vezes acaba saindo mais em conta!

As matérias-primas dos compostos necessita de seleção criteriosa de princípios ativos e da dose para obter a eficácia terapêutica desejada e passam por um rigoroso controle de qualidade a fim de assegurar a segurança e qualidade do produto.






Além disso, a farmácia magistral busca trabalhar em parceria com os médicos, ao oferecer informações pertinentes de cada fármaco. A fórmula magistral valoriza o médico que a prescreve, melhora a relação médico-paciente e permite um equilíbrio da fórmula para o paciente que, como pessoa única e individual em sua sintomatologia (nos seus sintomas), nem sempre se adapta a formulações já estabelecidas.

Outro bom exemplo é o Filtro Solar, que nas formulações magistrais pode ser incorporada com ativos que combatem a oleosidade da pele, que hidratam, que corrige os sinais do envelhecimento, dentre outros.





Portanto, um produto manipulado é seguro e eficaz, assim como aquele que é comprado na Drogaria, e de bônus tem alguns pontos positivos.

Procure sempre um profissional da área, converse com seu médico e farmacêutico e procure o que for mais conveniente para você e sua saúde.

E você, já usou algum produto manipulado? Gostou? Conta pra mim nos comentário e se quiser me contatar é só me procurar nas redes sociais que estão na Bio!


Ana.


{Referências:

Bonfilio, R. et al., FARMÁCIA MAGISTRAL: SUA IMPORTÂNCIA E SEU PERFIL DE QUALIDADE, Revista Baiana de Saúde Pública, v.34, n.3, p.653-664 jul./set. 2010}