sábado, 7 de novembro de 2015

Mãe, meu aniversário tá chegando!

Essa frase do título do post é algo que minha mãe cansou de ouvir, hahahaha! Mas acho que com todo mundo é assim, né?
Depois de estar desde Outubro fazendo contagem regressiva para o meu aniversário, agora que ele está se aproximando surgiu uma pontada de tristeza.
Eu não tinha intenção de que este fosse um post triste, mas é provável que ele de certa forma acabe se tornando.

Você já parou para perceber que quanto mais velhos ficamos, mais responsabilidades temos? Certo, isso é meio óbvio. Mas que sim, crescemos, precisamos começar a sair de casa (ou então, se não sair de casa como é o meu caso, passar o dia todo fora e chegar em casa só à noite), fazer faculdade, ir ao estágio ou ao trabalho, passar finais de semana ocupados estudando ou trabalhando...Ufa! É bastante cansativo.

No meio disso tudo podemos ficar doentes, pois nem todos conseguem sair ilesos do combo estresse + correria + alimentação ruim. E o que isso tudo tem a ver com o meu aniversário estar se aproximando? Bom, o fato de que por mais que cada ano passasse e eu estivesse na correria e ficasse doente, quando eu chegava em casa a minha mãe estava lá.

Quem mora com pai e mãe sabe do que estou falando.

Três anos atrás quando eu iniciei a faculdade foi quando comecei a perceber isso. Eu acordava 5:00 da manhã e já via pela fresta do meu quarto a luz da cozinha acesa. Lá estava a minha mãe passando o café. Eu me lavava e quando chegava na cozinha minha mãe já tinha arrumado a mesa. Pelos próximos trinta minutos eu conversava com ela; contava a ela o que eu ia ter naquele dia (alguma prova, apresentação, ou simplesmente dizia quais aulas eu tinha naquele dia) e ela contava o que iria fazer naquele dia (qual local da casa iria arrumar, o que faria de almoço) ou contava algo do dia anterior que talvez ela tinha deixado de me contar. Ela esperava comigo a van parar na frente de casa e então nos despedíamos.
Depois na volta da escola, ela me esperava pra almoçar comigo e conversávamos novamente. Eu me despedia e ia pro meu estágio.
E por fim, ao voltar pra casa no final da tarde, lá estava ela vendo suas novelinhas ou na sala ou no seu quarto.
Incontáveis vezes deitei ao seu lado após chegar cansada de um dia intenso e ela sempre me recebia com um abraço e pedia para eu assistir a novela com ela. Lembro que eu ia dormir às vezes um pouco mais tarde fazendo algum trabalho porque eu havia ficado com ela vendo a novela, mas eu não me importava. 
Lembro que no meio dessa rotina volte e meia eu ficava doente. Ela, sempre prestativa, me acordava no meio da noite me lembrando de tomar o remédio. 
Minha mãe tinha asma e fazia a nebulização sempre na sala, para não acordar o meu pai e adivinhem: eu acordava com o barulho do motorzinho, hahahaha. Eu levantava e ia lá ficar com ela, ver se estava tudo bem.

Dia 11 deste mês é meu aniversário, na semana que vem. Meu segundo aniversário sem a minha mãe.
É difícil crescer, mas é mais difícil crescer sem ter alguém ali do seu ladinho apoiando você, querendo o tempo todo agradar você.
Que todos nós possamos viver essa vida que passa tão rápido sabendo agradecer a Deus pelas pessoas que Ele colocou na nossa vida. E o mais importante: mostrando para essas pessoas importantes da nossa vida como nós a amamos, porque um dia elas irão partir.

Mãe, eu te amo! Obrigada por todos os ensinamentos que você me passou em vida.


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