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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

A minha mãe tinha Lupus.
Deus sabe como a vida dela foi sofrida por conta dessa doença que acomete várias pessoas, e que elas nem mesmo sabem. 
Esse post tem a intenção exatamente de explicar o que é o Lupus, que mesmo bastante disseminado ainda é muito desconhecido pela população.


Primeiramente, é necessário entender que o Lupus é uma doença autoimune. Mas afinal, o que é uma doença autoimune?
As doenças auto-imunes são um tipo de desordem imunológica caracterizada pela diminuição da tolerância aos componentes do próprio organismo, de modo que ocorre uma falha no mecanismo de distinção entre antígenos constituintes do organismo e aqueles externos, como vírus e bactérias. Em resumo, as nossas células não "reconhecem" as próprias células, e destroem as nossas próprias estruturas.
O Lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune sistêmica, caracterizada pela produção de autoanticorpos, pela formação e deposição de imunocomplexos, e pela inflamação em diversos órgãos e dano tecidual.



No caso da minha mãe, ele acometia a pele na região do rosto, braços e colo, mas o Lúpus atinge também órgãos vitais, como rins, coração e pulmões.
Toda vez que ela sofria exposição do sol sem filtro solar, o Lúpus piorava, causando coceira, irritação e vermelhidão nas lesões. A piora também existia quando ela sofria emocionalmente; fato que é exacerbado bastante nos indivíduos que tem alguma doença autoimune. Uma vez que o emocional da pessoa é abalado, a doença tende a piorar uma crise, ou até mesmo iniciá-la, por exemplo.
Na pele, tem-se a clássica lesão em asa de borboleta, caracterizada por eritema malar e no dorso do nariz.
Os portadores de Lúpus tem como alguns sintomas acometidos artrite (principalmente), serosite, nefrite, vasculite, miosite e manifestações mucocutâneas.



Para o diagnóstico de LES, é fundamental a realização de exame físico completos e de alguns exames laboratoriais que podem auxiliar na detecção de alterações clínicas da doença, como:
- hemograma completo com contagem de plaquetas;
- contagem de reticulócitos;
- teste de Coombs direto;
- velocidade de hemossedimentação (VHS);
- proteína C reativa;
- eletroforese de proteínas;
- aspartato-aminotransferase (AST/TGO);
- alanina-aminotransferase (ALT/TGP);
- bilirrubinas total e frações;
- ureia e creatinina;
- avaliação de autoanticorpos (FAN, anti-DNA nativo, anti- Sm, anticardiolipina IgG e IgM, anticoagulante lúpico, anti-La/SSB, anti-Ro/SSA e anti-RNP).
Ainda não se sabe a causa dessa doença (é desconhecida), apenas é sabido que é desencadeado principalmente por fatores emocionais, como algum trauma intenso, ou problemas emocionais contidos a longo prazo. O LES atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos.
Felizmente é possível ter uma qualidade de vida boa, fazendo uso através de medicamentos específicos, como os corticoides. No caso da minha mãe, ela também fazia acupuntura, o que a ajudou bastante.


E você? Conhecia essa doença? Conhece alguém que tem uma doença autoimune. Conta pra mim!

Xoxo

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Significado das minhas tatuagens

Quando eu era mais nova achava um absurdo ver gente tatuada. Não por preconceito, mas porque sabia que era algo que doía e que não sairia nunca mais da pele (a menos que tente a técnica de remoção a laser, mas mesmo assim pode não sair totalmente).
Meu pai era uma pessoa rígida, não permitiu meu irmão e minha irmã de fazerem tatuagens e colocarem piercings (ambos ignoraram isso e foram radicais; minha irmã com tatuagens e meu irmão com piercings) e eu sabia que comigo seria igual.
Para a minha surpresa, com 15 anos de idade eu queria colocar piercing no nariz e ele permitiu. Não só permitiu como no mesmo dia ele fez sua primeira tatuagem. Hoje ele deve ter em torno de umas 8 tatuagens e tem vontade de fazer cada vez mais.


Com o tempo percebi que a tatuagem poderia ser algo que impactasse as pessoas. Eu sou Cristã e quando compreendi o meu chamado, dei-me conta de que até mesmo uma tatuagem poderia mostrar o amor de Deus. 
A igreja que eu frequento - Onda Dura - me mostrou que Deus não nos castiga e não nos odeia se tatuarmos o nosso corpo (se for para a glória dEle).


Como já falei em outro post, minha mãe faleceu (se você não leu e quer saber como isso tudo aconteceu, clique aqui). Com isso, decidi tatuar a assinatura dela, juntamente com meu pai.
A assinatura dela representa para mim tudo dela. Vi muitas vezes ela assinando o nome nos meus boletins, agendas ou quaisquer outros documentos. Achava linda a letra dela; a forma que ela escrevia é como a representava: gentil, delicada e amável.



Aquilo que o coração amou é eterno.



Deuteronômio 5:16a - "Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus(...)"



Fiz duas tatuagens de uma vez só. Além da assinatura da minha mãe no pulso (que de fato, doeu um pouco) também tatuei uma cruz no braço.
Tatuei uma cruz, porque a cruz é amor. Jesus veio pagar uma dívida que nós não teríamos condições de arcar e ele fez isso por AMOR. 
E o amor de Deus é mais forte que a morte.



Atos 20:24 - "Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus."



A tatuagem é a maior prova de que podemos fazer escolhas e conviver com elas pelo resto da vida.

E você, também tem algum história por trás da sua tatuagem?



Ana.