Mais um mês que chega ao fim e fiquei chocada de perceber que já passamos de mais da metade do ano. Daqui a pouco já vamos escutar a música de final de ano da Globo hahaha "hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa!"
Além disso, agora em Agosto irá completar 6 meses que me mudei de Jaraguá para Joinville. Por isso, decidi escrever esse texto compartilhando minhas experiências e aprendizados desde que saí de casa.
♥ Valorizei mais do que nunca a minha família ♥
Não é nada fácil estar longe do meu pai, irmãos e sobrinhos. A saudade é diária e dói muito. Mas a distância serviu muito para eu valorizar todos eles. É muito fácil, no dia-a-dia ignorarmos e até esquecermos a importância da nossa família, onde damos mais espaço para discussões bobinhas do que para uma palavra de afeto, um abraço, um "eu amo você, irmãzinha."
Agora, toda vez que reencontro eles tenho vontade de enfiar todos num potinho e manter sempre comigo! Procuro sempre conversar muito com meus irmãos, contar notícias boas para eles, cantar no carro com meu pai, brincar com meus sobrinhos e esmagar, abraçar e beijar MUITO todos eles.
♥ Identifiquei meus verdadeiros amigos ♥
Eu me mudei repentinamente pra Joinville, então não tive tempo de me despedir de ninguém. Infelizmente, muitas pessoas se afastaram de mim (o que eu compreendo muito, pois é normal) e perdi contato com muitos amigos. Ao mesmo tempo, sou grata a Deus por muitas amizades continuarem a mesma coisa mesmo com a distância. Quando nos encontramos, independente do tempo e da distância, parece que nos vimos ontem. Amigos que jamais questionam a solidez da amizade, mesmo passando períodos sem nos falarmos. Amizades que entendem que a vida é corrida e que a fina poeira dos dias jamais encobrirá o que eu sinto por eles.
♥ Deixei de ser uma pessoa inocente ♥
Eu sempre achei que ser uma pessoa bobinha, inocente, era algo ótimo. Infelizmente, muitas pessoas se aproveitam desse meu jeito e sofri muito quando me mudei. Quebrei a cara várias vezes, amadureci como pessoa e olhando para trás vejo como muitas coisas ruins que aconteceram serviram para o meu crescimento.
♥ Descobri que sou uma péssima dona de casa (porém, esforçada) ♥
Sabe aquela vontade de acordar às 6h da manhã pra limpar a casa? Nunca tive, hahahaha. Quando eu morava com meus pais eu fazia poucas coisas em casa. Lavava uma louça, ajudava a pendurar as roupas no varal, arrumava meu quarto e só. Eu não fazia comida, não limpava banheiro, não ariava o fogão (...) e morando longe descobri que a roupa não se passa sozinha AHAHAHA. Aos poucos, aprendi a me virar e a ser dona de casa.
♥ Percebi que sinto falta da minha mãe mais do que nunca ♥
Esse tópico se encaixa mais com a questão da valorização da família. Diariamente sinto muito a falta da minha mãe e há dias que a saudade é insuportável. As pessoas dizem "nossa Ana, não deve ser fácil" e realmente não é NADA fácil. De qualquer forma, consigo me lembrar de muitas coisas que ela me ensinou e aplicar nos meus dias. Isso me deixa feliz. Mesmo após quase 3 anos do seu falecimento consigo tirar coisas boas no meio disso tudo.
♥ Valorizo mais Deus e a vida ♥
Certo dia indo trabalhar, olhei para o céu esperando ver um milagre ou sinal de Deus. Então percebi que tudo ao meu redor era um milagre. O costume havia me cegado.
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Por mais que tudo leve a crer que eu abandonei o blog, isso não é verdade, hehe.
Porém, com a correria do dia-a-dia, o cansaço e (por que não?) o desânimo, tenho postado com menos frequência no blog. Obrigada a todos que me seguem e nunca desistem de mim ♥
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Sobre como eu amadureci ao longo do tempo
Olá pra você aí do outro lado da telinha.
Se você não me conhece pessoalmente, é bem provável que não saiba por várias coisas que já passei na vida, da mesma forma que eu também não sei pelo que você aí do outro lado passou.
Enfim, não importa como você chegou aqui no meu blog. Porém, deu vontade de eu compartilhar algo bem emocional com você.
Por muito tempo, meus relacionamentos (namoros) sempre foram conturbados. Não pelos rapazes, que a vida sempre permitiu que fossem todos muito queridos comigo, mas por mim. Hoje entendo que quando comecei a namorar um rapaz, muitos anos atrás, minha mãe alertou que eu era muito nova e que poderia me machucar. Ela estava certa.
A bíblia fala que para tudo há um tempo e um propósito debaixo do céu e sim, o namoro, o noivado e o casamento estão inclusos nessa passagem bíblica. Quando somos novos não temos aquela visão de mundo que as pessoas maduras, que já viveram mais tempo do que nós, têm.
Eu era uma adolescente mimada. Quando não conseguia o que queria, ficava irritada. E claro, isso acabou sendo refletido nos meus relacionamentos.
Como?
Bem simples...questões como achar estar sempre com a razão ou ficar irritada quando a outra pessoa não faz a minha vontade são alguns exemplos.
A minha primeira mágoa foi quando depois muitos anos com uma mesma pessoa, ela chegou e disse "olha, eu preciso ficar sozinho. Não tenho mais ânimo para um relacionamento e estou exausto das exigências que um namoro exige."
Obviamente, o erro está explícito ali. QUALQUER relacionamento não deve envolver exigências. Ninguém é dono de ninguém, nem mesmo quando casam. O casamento serve para tanto o homem quanto a mulher serem submissos um ao outro.
Ah, e submissão não é algo ruim, a sociedade que deturpou o sentido da palavra, que significa ESTAR NA MESMA MISSÃO - SUBMISSÃO.
Mas voltando ao que eu dizia...
É incrível como a gente acha que o mundo vai acabar, né? Depositamos tanta expectativa, tanta esperança em cima de alguém que quando isso dá errado nos frustramos. Até pouco tempo atrás eu culpava tantos rapazes que não havia percebido o quanto eu havia amadurecido com eles; tanto dentro do relacionamento quanto com os próprios términos.
Hoje sou grata por tudo isso e percebo como Deus cuidou do meu coração e do meu amadurecimento diante disso tudo.
Mas afinal, como sei que amadureci?
Porque não odeio nenhum desses que passaram pela minha vida. Sou grata pelas experiências, porque cada pessoa que passa por nós deixa um pouco de si e muitas dessas pessoas são passageiras. Nós é que não sabemos que elas são passageiras.
Além do ódio que não existe mais, deixei de culpar os outros por características minhas. As cicatrizes que eu carrego são os lugares onde as minhas dores descansam em paz.
E se você está aí do outro lado, triste por conta de alguém que não te quis, não chore. O cara que não me quis muitos anos atrás, continua não querendo ninguém. A culpa não é sua se alguém não te quis. Não podemos forçar o amor de ninguém. O amor é bonito demais pra ser mendigado.
"Não apago meus erros, pois eles escreveram o meu recomeço." (Zack Magiezi)
Se você não me conhece pessoalmente, é bem provável que não saiba por várias coisas que já passei na vida, da mesma forma que eu também não sei pelo que você aí do outro lado passou.
Enfim, não importa como você chegou aqui no meu blog. Porém, deu vontade de eu compartilhar algo bem emocional com você.
Por muito tempo, meus relacionamentos (namoros) sempre foram conturbados. Não pelos rapazes, que a vida sempre permitiu que fossem todos muito queridos comigo, mas por mim. Hoje entendo que quando comecei a namorar um rapaz, muitos anos atrás, minha mãe alertou que eu era muito nova e que poderia me machucar. Ela estava certa.
A bíblia fala que para tudo há um tempo e um propósito debaixo do céu e sim, o namoro, o noivado e o casamento estão inclusos nessa passagem bíblica. Quando somos novos não temos aquela visão de mundo que as pessoas maduras, que já viveram mais tempo do que nós, têm.
Eu era uma adolescente mimada. Quando não conseguia o que queria, ficava irritada. E claro, isso acabou sendo refletido nos meus relacionamentos.
Como?
Bem simples...questões como achar estar sempre com a razão ou ficar irritada quando a outra pessoa não faz a minha vontade são alguns exemplos.
A minha primeira mágoa foi quando depois muitos anos com uma mesma pessoa, ela chegou e disse "olha, eu preciso ficar sozinho. Não tenho mais ânimo para um relacionamento e estou exausto das exigências que um namoro exige."
Obviamente, o erro está explícito ali. QUALQUER relacionamento não deve envolver exigências. Ninguém é dono de ninguém, nem mesmo quando casam. O casamento serve para tanto o homem quanto a mulher serem submissos um ao outro.
Ah, e submissão não é algo ruim, a sociedade que deturpou o sentido da palavra, que significa ESTAR NA MESMA MISSÃO - SUBMISSÃO.
Mas voltando ao que eu dizia...
É incrível como a gente acha que o mundo vai acabar, né? Depositamos tanta expectativa, tanta esperança em cima de alguém que quando isso dá errado nos frustramos. Até pouco tempo atrás eu culpava tantos rapazes que não havia percebido o quanto eu havia amadurecido com eles; tanto dentro do relacionamento quanto com os próprios términos.
Hoje sou grata por tudo isso e percebo como Deus cuidou do meu coração e do meu amadurecimento diante disso tudo.
Mas afinal, como sei que amadureci?
Porque não odeio nenhum desses que passaram pela minha vida. Sou grata pelas experiências, porque cada pessoa que passa por nós deixa um pouco de si e muitas dessas pessoas são passageiras. Nós é que não sabemos que elas são passageiras.
Além do ódio que não existe mais, deixei de culpar os outros por características minhas. As cicatrizes que eu carrego são os lugares onde as minhas dores descansam em paz.
E se você está aí do outro lado, triste por conta de alguém que não te quis, não chore. O cara que não me quis muitos anos atrás, continua não querendo ninguém. A culpa não é sua se alguém não te quis. Não podemos forçar o amor de ninguém. O amor é bonito demais pra ser mendigado.
"Não apago meus erros, pois eles escreveram o meu recomeço." (Zack Magiezi)
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Cuidados com a pele no Outono/Inverno
Problema inicial: queda da temperatura
Somando tudo isso, acabamos tendo a pele do rosto e do corpo ressecada. O clima frio e seco pode deixar a pele com aspecto esbranquiçado, o que indica a desnaturação das proteínas. Para evitar essas coisinhas chatas, é importante fazermos hidratações profundas e, além disso, consumir alimentos saudáveis, ricos em vitaminas e antioxidantes.
Primeiro passo: alimentação balanceada
É óbvio que devemos procurar ter uma alimentação bem certinha e saudável todos os dias do ano (apesar de ser super difícil, hahaha), mas é importante o consumo de legumes, hortaliças e frutas, uma vez que esses alimentos são fontes de vitaminas e minerais que neutralizam os radicais livres prevenindo o envelhecimento da pele. As frutas que podem auxiliar nesse processo são as ricas em vitamina C, como o morango, a laranja, a mexerica, o limão, a cereja, entre outros; vegetais, como o brócolis, o repolho, a cenoura, entre outros, são exemplos de alimentos para a estação.

A soja é outro alimento importante. O produto é rico em isoflavonas, substâncias que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Além da soja, castanhas, nozes e amêndoas, são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, importantes aliadas para manter a pele saudável e bonita - tudo o que queremos!
Durante o inverno, é muitooooo comum diminuirmos a ingestão de água, preferindo tomar aquele cafézinho ou nescau quente, para nos aquecermos. Isso é errado! Manter a ingestão de água é extremamente importante para manter a hidratação da pele e de todo o organismo que naturalmente fica debilitado por causa do clima frio. Um corpo hidratado apresenta uma pele macia e elástica. Se você não é muito fã de água como eu uma dica é tomar chás claros ou de frutas. Divida a quantidade que é indicada para um dia, ou seja, 2 litros entre água e chás. Dessa forma, fica mais fácil.
Segundo passo: dicas para manter a pele hidratada
- Evitar banhos muito quentes e muito demorados; evite se ensaboar demais e usar aquelas buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele. Além disso, o banho quente é inimigo de pessoas que têm problema com dermatite seborreica (caspa) uma vez que a água quente acaba piorando o estado da oleosidade capilar.
- Use o hidratante logo após o banho – ainda no banheiro – com aquele vaporzinho pós-banho, pois ajuda na penetração do creme.
- Se sua pele for oleosa, e acneica, evite hidratante comum no rosto, use produtos oil-free, produtos específicos para esse tipo de pele, nas áreas de maior oleosidade. A oleosidade não é desculpa para não hidratar! Esse abaixo da Vichy é uma boa pedida!
- Os lábios também costumam ressecar muito no inverno. É importante usar hidratantes labiais para evitar rachaduras e principalmente: não passar a língua na boca a cada 5 minutos, pois isso faz com que os lábios ressequem mais ainda.
- Usar filtro solar diariamente.
- Usar filtro solar diariamente.
Terceiro passo: procedimentos dermatológicos
O inverno é uma boa época para realizar alguns tratamentos dermatológicos que requerem que o paciente evite a exposição ao sol, como peelings, tratamentos a laser etc. Procedimentos de depilação a laser também são indicados para esta época.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Dermatologia
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
As decisões que tomamos na nossa vida
Essa semana sofri um impasse bem grande na minha vida. Estou praticamente prestes a dar um passo muito grande, porém, esse grande passo tem sido algo que por um lado me empolga e por outro lado me entristece.
O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não se desanime!
Eu tenho 21 anos. Nunca imaginei que sairia de casa antes de, no mínimo, formar-me na faculdade. Entretanto, 2016 começou com algumas reviravoltas na minha vida que me impeliram a tomar uma decisão: sair de casa e morar em outra cidade.
Para algumas pessoas pode não ser nada de mais, mas para mim é absurdamente demais por vários motivos...
- Não sei cozinhar (bom, pelo menos não como a minha mãe ou a minha avó. Sei sobreviver cozinhando algumas coisas básicas, mas não gosto do clássico arroz e feijão).
- Não sei fazer aquela limpeza na casa, de deixar tudo um brinco.
- Não sou uma pessoa fácil de lidar, logo, morar com outra pessoa faz com que eu obviamente tenha que me adaptar e manter a calma antes de sair perdendo a paciência.
- Não vou apenas sair de casa, vou também sair da cidade!
- Posso afirmar que sou um tanto preguiçosa.
Dessa forma, vocês podem imaginar a reação da minha família, certo?
Sou a mais nova dentre os irmãos e é claro que ambos acharam isso um absurdo. O meu pai foi o mais maleável de todos, mas sei que é porque ele já tem outra família (uma namorada que está grávida).
Minha irmã foi a que mais se opôs à ideia...na realidade ela continua insistindo que eu mude de ideia e eu compreendo ela de verdade, uma vez que ela mora comigo e se preocupa comigo. Veja bem, ela sabe desses itens que citei acima.
De qualquer forma, apesar dela estar triste com a ideia ela me apoia de certa forma.
É difícil. Isso é um tipo de situação na qual ninguém nos prepara, mas que a vida nos reserva. Todos nós passaremos por isso. É impossível agradar a todos numa ocasião como essa, mas o que importa no meio disso tudo são coisas como saber conversar, ter paciência e muito amor, uma vez que a pessoa está decidida qual caminho seguir.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Para todos aqueles que fizeram 2015 um ano extraordinário {post de despedida}
Peter Pan diz que, nós nunca devemos dizer Adeus para alguém, porque dizer Adeus significa ir embora e muitas vezes ir embora significa esquecer.
Mas a vida tem dessas e eu mais uma vez tive que me despedir de várias pessoas que conheci neste ano.
Para quem não sabe, esse ano eu continuei o curso de Farmácia em uma turma diferente porque em 2014 tranquei o curso por problemas financeiros e fui obrigada a me despedir da minha turma de quando ingressei na faculdade. Este ano, ao retornar para o curso, acabei caindo numa nova turma.
Eu achava que nunca iria me adaptar. O começo foi difícil, não conseguia fazer amizades e chegou num ponto que se tornou insuportável ir para a aula e ir para o estágio, onde eu fazia meu projeto de pesquisa. Obviamente, Deus é tão bom que aquela situação não durou pra sempre e conheci pessoas maravilhosas. Foi fácil me despedir dos amigos que fiz? Não, certamente não.
Faz parte. Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos tantos risos, sonhos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de provas e apresentações, dos áudios e conversas no WhatsApp, um tentando ajudar o outro estudando juntos, mesmo que longes um do outro. Saudades de chegar numa segunda-feira e perguntar: "como foi o final de semana?" e de sair após uma prova e se desesperar comparando as respostas diferentes. Saudades de ter um dia todo bad e chegar no estágio e ter alguém ali pra te ouvir, te aconselhar e principalmente te fazer rir de alguma forma (isso vale o mesmo para quando outra pessoa tinha um dia bad e eu ajudar ela a se animar). Saudades de rir até a barriga doer no laboratório por contar os babados, as tretas ou por simplesmente mostrar algo na internet engraçado.
Um dia meus filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Direi que eram meus amigos. "Foram meus amigos, foi com eles que vivi um dos melhores anos de minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito, mas ao mesmo tempo vou sentir a mesma sensação que sinto hoje: GRATIDÃO. Gratidão por ter tido a chance de conviver com pessoas tão maravilhosas.
O bom dos amigos é que eles permitem que a nossa vida não passe em branco.
Faz parte. Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos tantos risos, sonhos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de provas e apresentações, dos áudios e conversas no WhatsApp, um tentando ajudar o outro estudando juntos, mesmo que longes um do outro. Saudades de chegar numa segunda-feira e perguntar: "como foi o final de semana?" e de sair após uma prova e se desesperar comparando as respostas diferentes. Saudades de ter um dia todo bad e chegar no estágio e ter alguém ali pra te ouvir, te aconselhar e principalmente te fazer rir de alguma forma (isso vale o mesmo para quando outra pessoa tinha um dia bad e eu ajudar ela a se animar). Saudades de rir até a barriga doer no laboratório por contar os babados, as tretas ou por simplesmente mostrar algo na internet engraçado.
Um dia meus filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Direi que eram meus amigos. "Foram meus amigos, foi com eles que vivi um dos melhores anos de minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito, mas ao mesmo tempo vou sentir a mesma sensação que sinto hoje: GRATIDÃO. Gratidão por ter tido a chance de conviver com pessoas tão maravilhosas.
O bom dos amigos é que eles permitem que a nossa vida não passe em branco.
Obrigada, de coração a todos que deixaram este ano mais colorido. Eu amo vocês.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Pare de colocar teorias no amor
São 23:10 da noite eu estou cansada.
Alguma coisa dentro de mim mudou.
Estou cansada de seguir discursos e conselhos moralistas de como conseguir alguém.
Se isso realmente funcionasse,
não haveria tantos corações partidos por aí afora.
A sociedade e as famílias sempre impõem:
case com alguém rico, bonito e inteligente.
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um viciado?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um cara que não te respeita?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um cara que fala que te ama mas na primeira oportunidade flerta com outra?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
não larga tudo pra poder te ajudar?
Eu estou cansada.
As revistas e os livros de auto-ajuda dizem:
"não corra atrás, mesmo que você goste dele.
Se você não quer se iludir, não admita que goste dele."
Sabe, eu estou cansada de joguinhos e de tanto faz,
porque quantas vezes você pode ter desperdiçado uma chance por medo de se decepcionar?
Eu estou cansada dessas teorias malucas de tentar agradar desagradando.
Quer conversar, conversa.
Quer ligar, liga.
Mesmo que você tenha sido magoado,
o seu próximo amor não tem culpa do anterior.
Eu conheci um rapaz que tinha de tudo pra se aproveitar de mim num momento indefeso.
Enquanto outros vinham chegando furtivamente, dizendo
"ei, soube que você está solteira. Vamos sair?"
Esse rapaz só queria me fazer rir cantando com a voz triste por áudio no WhatsApp.
Quantas pessoas no mundo se preocupam com a sua dor?
Eu estou cansada.
A Bíblia fala que "o amor de muitos esfriará"
e você sabe o por quê?
Porque nós continuamos seguindo os discursos de como manter alguém,
como conquistar alguém,
de como fazer joguinhos,
e de como compreender o amor,
sendo que a única coisa que deveríamos fazer não é compreender o amor.
Porque o amor não é pra ser compreendido,
o amor é pra ser sentido.
Alguma coisa dentro de mim mudou.
Estou cansada de seguir discursos e conselhos moralistas de como conseguir alguém.
Se isso realmente funcionasse,
não haveria tantos corações partidos por aí afora.
A sociedade e as famílias sempre impõem:
case com alguém rico, bonito e inteligente.
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um viciado?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um cara que não te respeita?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
for um cara que fala que te ama mas na primeira oportunidade flerta com outra?
Mas e se esse alguém rico, bonito e inteligente,
não larga tudo pra poder te ajudar?
Eu estou cansada.
As revistas e os livros de auto-ajuda dizem:
"não corra atrás, mesmo que você goste dele.
Se você não quer se iludir, não admita que goste dele."
Sabe, eu estou cansada de joguinhos e de tanto faz,
porque quantas vezes você pode ter desperdiçado uma chance por medo de se decepcionar?
Eu estou cansada dessas teorias malucas de tentar agradar desagradando.
Quer conversar, conversa.
Quer ligar, liga.
Mesmo que você tenha sido magoado,
o seu próximo amor não tem culpa do anterior.
Eu conheci um rapaz que tinha de tudo pra se aproveitar de mim num momento indefeso.
Enquanto outros vinham chegando furtivamente, dizendo
"ei, soube que você está solteira. Vamos sair?"
Esse rapaz só queria me fazer rir cantando com a voz triste por áudio no WhatsApp.
Quantas pessoas no mundo se preocupam com a sua dor?
Eu estou cansada.
A Bíblia fala que "o amor de muitos esfriará"
e você sabe o por quê?
Porque nós continuamos seguindo os discursos de como manter alguém,
como conquistar alguém,
de como fazer joguinhos,
e de como compreender o amor,
sendo que a única coisa que deveríamos fazer não é compreender o amor.
Porque o amor não é pra ser compreendido,
o amor é pra ser sentido.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Tipografias lindas e fofas (@tiposdanatty)
Eu estava num daqueles momentos que você fica passeando pelo instagram, apenas deslizando o dedo pela tela esperando alguma imagem me encontrar.
Depois de um tempo, acabei encontrando a página da Natty Akemi Tanaka, com não só uma imagem que me encontrou, mas várias!
O Instagram da Natty (@tiposdanatty) é recheado de tipografias, uma mais linda que a outra!
{Tipografia (do gregos typos — "forma" — e graphein — "escrita") é a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou digitalmente. Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação escrita}.
Os textos e frases são retirados de blogs e páginas de pessoas que escrevem e em cada um deles tem embaixo o nome de quem é o criador da frase.
Selecionei algumas tipografias para vocês se apaixonarem como eu me apaixonei. Vale muito a pena seguir e conferir o trabalho da Natty!
Instagram da Natty, clique aqui.
Página no Facebook da Natty, clique aqui.
Xoxo
terça-feira, 11 de agosto de 2015
A dor de um término, de novo
Sábado à tarde eu fui até a Farmácia e pedi para conversar com a Farmacêutica Responsável pela Drogaria.
- Pois não, em que posso te ajudar? - ela perguntou.
- Olha só, eu estou com um problema no coração, ele está doendo muito, absurdamente.
- Você já toma alguma medicação para o coração? Tem cardíaco na família?
- Não, não esse problema de coração. - eu disse. - A dor no coração depois de um término. Mais especificamente, depressão pós término de noivado.
Obviamente não havia nada ali que curaria a minha dor e a Farmacêutica me orientou a buscar uma psicóloga ou algo do tipo.
Depois de muitos anos, estou sentindo essa dor novamente. A dor da rejeição, a dor da separação, a dor de ter que recomeçar tudo mais uma vez.
As pessoas com quem eu comentei sobre o término, falaram-me o clichê de sempre.
"Você vai superar."
"Ele nem devia te amar tanto assim, pra te deixar."
"Deus tem algo muito melhor pra ti."
"Como assim? Você é linda, inteligente e querida. Não foi você quem saiu perdendo."
"Você já passou por coisa muito pior, como perder a sua mãe."
As afirmações estão certas? Algumas, sim.
A verdade é que um relacionamento é feito de duas pessoas. Por mais que a parcela de culpa caia sobre um dos lados, ambos permitiram que aquilo acontecesse.
O problema do fim é que você não consegue vislumbrar um novo começo. Estamos tão embrulhados na dor, que não conseguimos seguir em frente. Não queremos saber de outras pessoas e só de imaginarmos esse fato somos golpeados por uma dor muito forte. O problema não é só terminar, o problema é ver ele com outra, ver a felicidade que era sua sendo preenchida por outro ser.
Parece que se o amor não tiver dor, não é válido. Precisamos sofrer e às vezes perder para reconhecermos o que estava diante dos nossos olhos.
Por vingança, vem a vontade de fingir que está feliz, que está superando. Há vontade de sair com outras pessoas, só para provar que você está seguindo em frente, quando na verdade você não está. Coração não é panfleto de rua pra se entregar ao primeiro que passa.
Eu sei, essa dor vai passar.
Eu sei, eu vou superar.
Eu sei, vai chegar um dia que eu vou olhar para trás e ter lembranças boas que tive com alguém que não existe mais na minha vida.
Mas enquanto isso eu fico aqui, embrulhada na dor, esperando Deus me curar enquanto o tempo passa.
Afinal, de quantas maneiras um coração pode ser despedaçado e ainda assim continuar batendo?
Ana.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
O que fazer quando um relacionamento acaba
Quem nunca passou por um fim de relacionamento e achou que o mundo ia acabar?
Eu, falando sinceramente, sou phD neste assunto, porque quando meu relacionamento de 4 anos acabou, parecia que a minha vida tinha acabado e que não existia mais sentido em nada do que eu viria a fazer.
Antes do meu ex-namoro acabar, eu havia perdido meses antes a minha mãe (se você quer saber sobre essa história, clique aqui). Logicamente, a dor da perda de um familiar como pai, mãe, filhos é muito maior do que de perder um namorado ou algum amigo. Não estou generalizando. A questão é que a minha mãe faleceu; logo, eu nunca mais iria vê-la novamente, enquanto que um ex-namorado você perde de outras maneiras, até porque o ex não se foi para sempre desse mundo (geralmente). A dor é diferente.
No início, eu dramatizei a dor da separação do ex mais do que da minha mãe. Quando a minha consciência caiu, finalmente vi o tamanho da estupidez. Mas demorou pra ficha cair. O problema da dor é que ela realmente precisa ser sentida.
O ponto principal desses acontecimentos de fim de relacionamento é muito simples: É difícil seguir em frente.
É difícil voltar aos lugares que sempre te lembrarão alguém que não vai mais voltar.
Nós não gostamos de dizer adeus ou nos despedirmos de quem amamos. Mas temos de fazê-lo. Por mais relutantes que estejamos, os fins de relacionamentos são uma parte muito real da vida.
Durante o meu período sozinha, e procurando novamente um sentido pra minha vida, fui em busca de textos. Algum texto que me dissesse que tudo aquilo iria passar, e que eu seria feliz novamente. Compreendi que, independente de como tudo tivesse sido encerrado, a culpa não era só minha. Eu tinha duas direções: continuar sofrendo, ou continuar caminhando rumo a superação. Foi aí que eu descobri que o que realmente muda a nossa vida, são as escolhas que nós fazemos todos os dias.
Na busca pelos textos, eu não queria nada muito feminista, que gritasse pra todos os lados que os homens são todos iguais e que o amor não existe. Eu só queria algo que me ajudasse a me reerguer.
Eu encontrei, por fim, dois textos excelentes, muito realistas sobre o amor e sobre como eu deveria agir dali pra frente.
Texto do Fabrício Carpinejar onde parafraseei em alguns momentos:
A dor não pede compreensão, pede respeito. Pensa-se "não é melhor assim." Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio forçado, empurrar a contragosto. Esse é o gosto do fim. Para iniciar uma história, ninguém tem medo, ninguém tem receio de falar. Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Só resta confiar em Deus que dias melhores virão e que Ele está no controle de tudo. Ele sabe de todos os inícios e fins. Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.
Texto da Martha Medeiros:
Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Ana.
Eu, falando sinceramente, sou phD neste assunto, porque quando meu relacionamento de 4 anos acabou, parecia que a minha vida tinha acabado e que não existia mais sentido em nada do que eu viria a fazer.
Antes do meu ex-namoro acabar, eu havia perdido meses antes a minha mãe (se você quer saber sobre essa história, clique aqui). Logicamente, a dor da perda de um familiar como pai, mãe, filhos é muito maior do que de perder um namorado ou algum amigo. Não estou generalizando. A questão é que a minha mãe faleceu; logo, eu nunca mais iria vê-la novamente, enquanto que um ex-namorado você perde de outras maneiras, até porque o ex não se foi para sempre desse mundo (geralmente). A dor é diferente.
No início, eu dramatizei a dor da separação do ex mais do que da minha mãe. Quando a minha consciência caiu, finalmente vi o tamanho da estupidez. Mas demorou pra ficha cair. O problema da dor é que ela realmente precisa ser sentida.
O ponto principal desses acontecimentos de fim de relacionamento é muito simples: É difícil seguir em frente.
É difícil voltar aos lugares que sempre te lembrarão alguém que não vai mais voltar.
Nós não gostamos de dizer adeus ou nos despedirmos de quem amamos. Mas temos de fazê-lo. Por mais relutantes que estejamos, os fins de relacionamentos são uma parte muito real da vida.
Durante o meu período sozinha, e procurando novamente um sentido pra minha vida, fui em busca de textos. Algum texto que me dissesse que tudo aquilo iria passar, e que eu seria feliz novamente. Compreendi que, independente de como tudo tivesse sido encerrado, a culpa não era só minha. Eu tinha duas direções: continuar sofrendo, ou continuar caminhando rumo a superação. Foi aí que eu descobri que o que realmente muda a nossa vida, são as escolhas que nós fazemos todos os dias.
Na busca pelos textos, eu não queria nada muito feminista, que gritasse pra todos os lados que os homens são todos iguais e que o amor não existe. Eu só queria algo que me ajudasse a me reerguer.
Eu encontrei, por fim, dois textos excelentes, muito realistas sobre o amor e sobre como eu deveria agir dali pra frente.
Texto do Fabrício Carpinejar onde parafraseei em alguns momentos:
A dor não pede compreensão, pede respeito. Pensa-se "não é melhor assim." Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio forçado, empurrar a contragosto. Esse é o gosto do fim. Para iniciar uma história, ninguém tem medo, ninguém tem receio de falar. Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Só resta confiar em Deus que dias melhores virão e que Ele está no controle de tudo. Ele sabe de todos os inícios e fins. Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.
Texto da Martha Medeiros:
Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
O que tirei diante do meu fim?
Que você não pode começar um novo capítulo na sua vida se você continua relendo o último que terminou. E que ser feliz novamente é um outro passo. Um de cada vez.Ana.
domingo, 26 de julho de 2015
Sobre as perdas da nossa vida
As perdas doem mais do que a saudade, cortam mais do que alguns dias de ausência. As perdas nos afetam mais do que as doenças, e nos deixam em mais agonia do que um amor mal acabado poderia deixar algum dia. As perdas vão nos arrancar de nossos lugares e nos sacudir no rosto da realidade. E embora pareça que nunca vai acabar, o tempo um dia vai te encontrar.
A verdade é que todos nós sabemos que um dia vamos perder aqueles que amamos, e que também vamos nos perder. Acredito que a morte não é um vulto encapuzado que vem causar tristeza. A morte é uma luz e uma porta para a eternidade. A morte não é o fim, o abismo não tem fundo, você vai continuar caindo. Mas vai cair em meio à cor, nada vai estar escuro. E todos aqueles que um dia você achou que tinha perdido para sempre, vão estar lá, caindo com você e por você também. A beleza do abismo não é o que vai estar do outro lado, é a queda.
Console o seu coração, pois a pessoa que você ama está com Deus, e a sua vida é um descanso agora, porque tudo que era mau passou. Alegre-se por quem você perdeu, não porque essa pessoa não faz falta ou você não sente saudade dela, mas porque ela está junto do Pai.
É o amor, amor por aqueles que te deixaram e amor por aqueles que você vai deixar.
É tudo sobre o amor. Todas as coisas ao nosso redor estão ligadas a ele. E quando você perde alguém de um jeito irremediável é, sim, doloroso, mas saiba que as pessoas que nos amam nunca nos deixam de verdade. Elas vão estar nos nossos corações, e nas nossas mentes, vão estar nas fotos que tiramos, nas músicas que ouvimos e nas flores que vimos.
E diga-me se estou errada quando digo que todas essas perdas são curvas e atalhos no caminho da vida.
Diga-me se estou errada quando digo que o tempo vai curar a sua ferida.
Minha mãe mandando SMS pós quimio(conheça a história de câncer dela aqui)
Eclesiastes 8:6-8 (NTLH)
Existe um tempo certo e um modo certo de fazer cada coisa. Mas o nosso grande problema é que não sabemos o que vai acontecer amanhã, e não há ninguém que possa nos contar. Ninguém pode dominar o vento, nem segurá-lo. Assim também ninguém pode evitar a morte, nem deixá-la para outro dia. Nós temos de enfrentar essa batalha, e não há jeito de escapar.
Ana.



























